quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Diário de Bordo



 

         Bem, sou o capitão do navio Santa Emília e parece que iniciaremos mais uma grande aventura. Um homem chamado Vasco Fernandes me procurou aqui em Porto, uma pequena cidade de Portugal para contratar meus serviços por um bom preço, confesso que irrecusável. Ele ganhou umas terras em uma ilha bem distante daqui de Portugal chamada Ilha de Vera Cruz e necessita de mão de obra barata para iniciar sua vida naquele local, sabendo-se que não existe nada lá.
         E qual será minha tarefa? Bem, minha tarefa será contratar alguns marinheiros e mercenários para uma viagem ao sudeste da África com o intuito de capturar alguns negros para encaminhar à Ilha de Vera Cruz para o trabalho escravo que será necessário para a construção de casas e trabalho em lavouras naquela região.
         Arrendei um navio de propriedade do Sr. Valentino e agora preciso da tripulação.
         É difícil se contratar bons homens por aqui, como disse, eles não são confiáveis, são mercenários e difíceis de serem controlados. Mas é necessário correr contra o tempo e contar com um pouco de sorte.
         Depois de contratada a tripulação, suprimos o navio com mantimentos necessários a longa viagem e partimos rumo ao desconhecido, e certos de termos grandes e inesquecíveis aventuras naquele período em alto mar.
         No início tudo ocorreu tranquilamente sob o meu comando, alguns homens passaram mal em alto mar, mas nada que o tempo não pudesse resolver.

         Primeira tempestade em alto mar, uma experiência inesquecível. Parecia que iríamos morrer todos ali, tragados por tanta água... O terror tomou conta do navio, muitos homens se apavoravam, alguns gritaram incessantemente, como loucos, outros se ajoelhavam e clamavam ao seu Deus, Todo Poderoso por um milagre. Milagre este que ocorreu após algumas horas de terror. Creio que Deus estava com seus olhos voltados para nós, e nos protegeu dentro daquele navio para que não fossemos tragados pelo mar.
         Depois daquela noite terrível passamos por um longo tempo de calmaria, até que em um belo dia alguns homens depois de beberem um pouco além da conta começaram a brigar em alto mar, esta bebida desgraçada chamada Rum ainda vai acabar com este povo. Um homem caiu ao mar devido à briga na proa e foi um rebuliço na tripulação, mas continuamos na mesma força e nosso Deus Todo Poderoso, que continuava nos observando naquela viagem novamente nos livrou do pior, o homem conseguiu ser regatado são e salvo, creio que a partir daquela data aquele homem não mais iria beber.
         Depois de alguns meses, chegamos enfim ao sudeste da África, numa localidade chamada Nairóbi, no Quênia para capturar os negros para servirem de escravos. Apesar de haver um mercado livre onde se vendem estes negros precisaríamos capturá-los para que houvesse um lucro maior nesta viagem.
         Ancoramos o navio perto a praia e descemos nos barcos. A captura foi difícil, houve muita luta, estávamos armados, o que facilitou nosso trabalho, alguns homens morreram e seus corpos ficaram ali mesmo naquela localidade, não tínhamos como levá-los e nem como dar um enterro descente a eles, pois ficamos com medo de mais um confronto com aquele povo, eles eram bons guerreiros e lutavam com determinação para se defender.  Mas perante todos estes problemas que enfrentamos nesta primeira aventura conseguimos cerca de cem negros, sem contar com as mulheres e crianças que também vieram juntos, muitos gritavam e choravam, falavam uma língua desconhecida para mim.
         Creio que o pagamento por estes negros será compensador, o Sr. Vasco Fernandes pagaria por cabeça, e confesso que o preço é bom, conseguirei organizar minha vida com esta viagem, quem sabe ter algum dia uma bela casa para minha família e um título de nobre, isto custa caro em nosso país. 
          Alguns marinheiros iniciaram uma pequena algazarra para se aproveitaram das mulheres negras, mas conseguimos detê-los com muito custo e ameaças de prisão.
         O choro daqueles negros durou semanas, as crianças e algumas mulheres começaram a passar muito mal, infelizmente algumas não resistiram e morreram. Seus corpos foram jogados ao mar, o qual causou um grande desespero e revolta naquele povo.
         Ontem ouvi uns marinheiros mais experientes conversando sobre os negros, eles diziam que lá existe uma hierarquia igual a nossa: reis, príncipes e servos, foram difíceis de acreditar, reis? Difícil um povo que se deixa capturar desta forma ter rei.
         Mas fiquei a pensar sobre eles, eu os olhava da minha cabine, eles conversavam entre si, alguns até estavam sorrindo, o que será que eles pensam? Será que são como nós, os brancos?
Pergunta difícil de ser respondida... Espero que algum dia eu possa ter uma resposta plausível para ela.
         Foi encaminhado a minha cabine uma negra para fazer a limpeza, ela me olhava com muito medo, o terror saltava em seus olhos, para ela eu era um monstro, e ela para mim parecia um animal inofensivo, que queria fugir de seu dono.
         Por fim chegamos ao nosso destino: Ilha de Vera Cruz, uma terra muito grande, praias lindas, nunca antes observadas por ninguém, parecia que a paz reinava naquele local, existia muita vegetação, florestas enormes, deve haver muitos animais selvagens por ali, de longe parecia interessante estar naquele local, parecia ser promissor morar ali.
          Alguns portugueses não muito afortunados, mas que contavam com a graça do rei, ganharam a terra para morar e cultivar, não tinham nada a perder e queriam fazer fortuna naquele local. Na realidade Portugal só estava querendo proteger seu novo território para que ele não fosse invadido pelos ingleses, espanhóis, entre outros. Quer proteção melhor que esta? Ele dividiu a terra em capitanias e as “doou”, o Vasco Fernandes ficou com uma capitania em um território chamado Espírito Santo. E é aqui que estamos...
         Ancoramos o navio ali e descemos nos barcos para a praia, para minha surpresa fomos recebidos por um novo povo, eles eram morenos, de cabelos negros e acreditem, andavam nus. Aquilo deixou a tripulação confusa, que povo mais estranho é esse que anda sem roupas. Por fim chegaram o Sr. Vasco Fernandes e seus homens para nos recepcionar.
         Eles contaram sobre aquela pequena ilha e o povo que ali vivia. Eles até tentaram utilizá-los no trabalho, o que parece que não deu muito certo, pois eles adoravam dormir em redes, não gostando muito de trabalhar.
         Aprenderam a cultivar vários alimentos com eles, alimentos estes que não conheciam, mas que começaram a apreciar.
Negociações feitas, pagamento acertado e resolvemos permanecer por ali até o navio ser suprido com alimentos para a viagem de volta a Portugal.
          O povo era bem hospitaleiro, gostavam de dançar, pintar seus corpos, fumavam todos juntos e também utilizavam bebidas em suas festas, dormiam em um tipo de cabana feita de folhas de palmeiras e todos juntos.
         Foi interessante permanecer por ali, aprendemos muita coisa diferente. Às vezes me pergunto se realmente esta ilha foi descoberta ou invadida, pois se aqui já existia um povo que dominava e cultivava a terra de forma bem intima e cautelosa.
Chegamos ao fim, depois do navio abastecido e a tripulação já descansada e bem alimentada retornaremos. A viagem de volta foi mais tranqüila, sem grandes tumultos e tempestades avassaladoras para nos amedrontar, creio que o Deus Todo Poderoso cuidou de nós neste percurso que fizemos. Fui recebido pela minha família, agora estou mais tranqüilo, pois tenho um porto seguro em meu lar onde poderei descansar sem me preocupar com o que o mar me reserva. Compramos uma casa maior, de frente ao mar em Porto, onde morávamos, uma pequena cidade de Portugal.
         Foram tantas as aventuras que passamos ali naquele grande e extenso mar que nunca mais irei esquecer, aprendi muito com os negros e também com os índios, creio que eles são uns desafortunados, como eu fui um dia...
         São inteligentes, pensam, sentem, mas não são aceitos como pessoas. Mas os camponeses, que são chamados de “plebeus” também não são bem aceitos.
          Na realidade os nobres consideram todos diferentes deles, só eles reinam e comandam este imenso universo, espero que isto um dia acabe e que todos possam viver com direitos iguais, onde reina a justiça e o amor.
         Eu, Sr. Ryan Valentim Oliveira, casado com Nany, antes apenas capitão do navio Santa Emília, agora proprietário, deixo aqui registrado a minha primeira grande aventura em alto mar.


Alcibere Valentim de Olivei

Inclusão de Surdos



 

Conforme a Declaração de Salamanca de 1994 deixa claro, através da política de inclusão, a legislação brasileira posiciona-se pelo atendimento das pessoas com necessidades educacionais especiais no âmbito escolar preferencialmente em classes comuns das escolas, em todos os níveis, etapas e modalidades de educação e ensino, preparando os mesmos para a inserção no mercado de trabalho. A educação, juntamente com o Estado tem hoje um grande desafio: a educação de qualidade, garantindo o acesso aos conteúdos básicos a todos. Ao pensar nesta política inclusiva, deve-se ter com clareza que as instituições e sociedades precisam estar preparadas estruturalmente (com profissionais capacitados, adequação física, materiais didáticos, e outros. Portanto, há uma constante busca por uma educação que ressalte a diferença surda, marcando assim a sua identidade. Porém, o Estado como regulador das práticas educativas, sempre criou conjunto de regras para a escola no sentido de que fosse garantida a educação dos surdos de acordo com o pensamento vigente. E a formação dos professores de surdos, acaba por acompanhar esse processo, pois, o mesmo deve ser o agente da norma mais importante nesse processo discursivo vigente. A busca pela forma política e cultural de representação dos surdos sempre foi intensa e é parte dos movimentos sociais das pessoas surdas. Conforme a Coordenadoria Regional de Educação, das trinta e seis (36) escolas públicas regulares da rede estadual da cidade, quatorze (14) possuíam alunos com deficiência matriculados, representando um percentual de 38,8%.Das onze (11) escolas participantes, obteve-se um total de nove mil duzentos e vinte e cinco (9225) alunos matriculados, sendo cento e trinta e dois (132) com deficiência, representando 1,43% do total.     Do total de cento e trinta e dois (132) alunos com deficiência matriculados nas escolas, 35,6% estavam na Classe Especial, 31,79% estavam inseridos nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental, 16,67% nas Séries Finais do Ensino Fundamental, 9,84% no Ensino Médio, 1,51% no EJA e 1,51% na Educação Infantil.Em relação à atuação do intérprete em sala de aula, se verifica que ele assume uma série de funções (ensinar língua de sinais, atender a demandas pessoais do aluno, cuidados com aparelho auditivo, atuar frente ao comportamento do aluno, estabelecer uma posição adequada em sala de aula, atuar como educador frente a dificuldades de aprendizagem do aluno) que o aproximam muito de um educador. Sendo assim, ele deve integrar a equipe educacional da escola que atua, exigindo também muita dedicação e empenho. Para que a  do intérprete de Libras consiga esse objetivo  se faz necessário de conhecermos melhor se essa presença favorece o desenvolvimento do surdo e quais as exigências que estão sendo feitas para a efetividade de sua ação interpretativa. Portanto, o ato de interpretar a língua de sinais para a língua portuguesa é um processo cognitivo pelo qual se trocam mensagens de uma língua sinalizada para a oral. Ao mesmo tempo, representa uma tomada de decisões sintáticas, semânticas e pragmáticas em duas línguas que impõem sempre novas interpretações. Portanto, o intérprete não deve ser apenas um explicador, mas um profissional que tenha a competência, na interpretação da língua de sinais para a língua portuguesa e vice-versa. E conseqüentemente interpretar qualquer conteúdo, até mesmo o de Física, porque não? Mas, para isso é necessário um planejamento feito junto com o professor da matéria dada na sala, precisa ter um elo para que este tenha significado para o aluno que depende da linguagem de sinais, o qual terá que ver junto com o professor da matéria dada, qual o melhor método para que o mesmo entenda o mesmo. Acredito que os professores da matéria junto com o intérprete de libras devem estar sempre trabalhando em parceria para que a educação inclusiva, para estes alunos que dependem da linguagem de sinais, seja realmente significativo o seu aprendizado. Será que estamos realmente preparados para esse desafio? Acreditamos que são importantes as dinâmicas da sala de aula, o papel do intérprete nesse contexto, assim como a apresentação de uma proposta de educação de surdos/as numa perspectiva intercultural, como uma possibilidade de superar alguns desafios e realmente proporcionar uma educação igualitária, onde todos aprendem de maneira diferenciada e em tempos diferentes.




Proposta
A inclusão de alunos com necessidades especiais em escolas regulares, não vejo como utopia, pode ser real se propormos um processo de uma aprendizagem cooperativa, que respeita as diferenças e respectivamente os diferentes estilos de aprender, abrindo novos horizontes para os mesmos, ou seja, novas possibilidades para se alcançar a aprendizagem real dos alunos surdos, reconhecer os diferentes ritmos, tempos, interesses, desejo e anseios desses alunos, as concepções de mundo. Portanto, quando falamos de uma pedagogia inclusiva ,não estamos falando de corrigir o sujeito, mas a manifestação de suas habilidades e competências, seu potencial, contemplando as necessidades de todos os alunos. Um tipo de aprendizado novo na vida do aluno e deve ser acompanhado e sistematizado Pra isso é necessário um planejamento com o professor da matéria e também o intérprete, propiciando o real desenvolvimento deste aluno, possibilitando um verdadeiro aprendizado e conseqüentemente o acesso à cultura
Segundo a intérprete de libras, o envolvimento com a comunidade surda é fundamental. “Somente convivendo com a realidade e com o universo do surdo, a pessoa consegue se aprimorar na linguagem de sinais” comenta. Aprender libras é como aprender outro idioma, pois existe toda uma estrutura de linguagem que a form. E também, a interação com os mesmos, exige muita dedicação e empenho. Acredito que o aluno surdo possa se beneficiar da inclusão em Escola regular se faz necessário a formação de professores e funcionários, adaptação metodológica, curriculares, material pedagógico, ensino de língua de sinais para a família e outros (Kelman, 2005). O intérprete é o mediador de relação entre o aluno surdo e ouvintes que atua na sala. A mesma fala, que são os alunos que escolhem o lugar onde querem sentar, desde que seja de frente para elas, para facilitar o trabalho e também para que a intérprete de libras possa identificar se algum deles está desatento ou não está entendendo algo. Para isso acontecer se faz necessário primeiro o envolvimento e compromisso de todos, formação de professores com competência em Língua de Sinais, de intérpretes de língua de sinais, e outros; construção de uma metodologia para o ensino da segunda língua: Libras, que considere as interferências da mesma, ou seja, da língua de sinais na escrita da língua oral e o papel da interlíngua produzida pelos surdos no processo ensino – aprendizagem dessa segunda língua após a aquisição da primeira língua. Uma proposta pedagógica real de uma Educação capaz de favorecer a construção de um projeto comum, o qual as diferenças sejam dialeticamente integradas e respeitadas


Alcibere Valentim de Oliveira
Universidade Federal do Espírito santo
Centro de Ciências Exatas
Colegiado de Física


Alunos com altas habilidades/superdotação no contexto da Educação Inclusiva



A Educação Inclusiva supera a fragmentação do ensino e define esta modalidade como transversal, defendendo o direito de todos quanto à escolarização, questionando práticas pedagógicas e investindo em uma pedagogia que reconhece as diferenças.
Esta proposta recebe alunos com deficiências, TGD’s e altas habilidades disponibilizando recursos e serviços orientados que promovam a participação e aprendizagem dos alunos.
Precisamos aprofundar as práticas educacionais no âmbito da sala de aula comum e do atendimento educacional especializado, promovendo condições necessárias para que alunos com altas habilidades potencializem suas habilidades, prosseguindo seus estudos nas áreas de interesse.
Os alunos com altas habilidades demonstram potencial elevado em áreas distintas e apresentam elevada criatividade no envolvimento da aprendizagem, realizando tarefas em áreas de interesse.
Historicamente estes alunos não encontram obstáculos ao acesso às escolas, no entanto passavam despercebidos na escola comum, orientados por uma concepção restrita de inteligência e altas habilidades que não contemplavam as diferentes aptidões e formas de expressar sua criatividade.
A elaboração de instrumentos, a partir da concepção centrada no desempenho acadêmico apontou para uma capacidade cognitiva superior ou inferior do sujeito. A concepção de altas habilidades preservava o mito de que estas pessoas possuíam valores superiores e saberes inquestionáveis.
A concepção atual rompe esse paradigma que enfatizava somente a hereditariedade da inteligência e considerava o desenvolvimento de habilidades e comportamentos a partir de uma visão estanque e linear, investindo em estratégias dentro e fora da escola para o reconhecimento de potencialidades.
Na perspectiva multidimensional as altas habilidades combinam-se a noção de rendimento e de excelência vislumbrada processualmente e é essencial para a identificação de sujeitos que possuem tal necessidade específica de aprendizagem.
A prática de identificação traz o contexto da escola como foco de análise e a observação do professor possibilitando conhecer diferentes estratégias para resolução de problemas, relevando interesses e motivações, subsidiando o trabalho educacional.
O objetivo não é rotular e sim verificar elementos individuais de aprendizagem para a elaboração de atividades e provisão de recursos específicos para os alunos.
As discussões sobre altas habilidades incorporam pesquisas e análises sobre aprendizagem contextualizada e vinculada a oportunidades e atividades de estímulo.




As habilidades geram necessidades e a intervenção pedagógica específica deve oportunizar a manifestação da criatividade e originalidade do aluno. Essas intervenções são prerrogativas de uma educação de qualidade a todos os alunos e devem considerar e estimular o processo de desenvolvimento das estruturas cognitivas e possibilitar recursos ampliando as condições de aprendizagem destes alunos.
Para Piaget (1956) o conhecimento é fruto de um processo de interação do indivíduo com o meio, contribuindo para o entendimento de que quanto mais provocadoras e desequilibradoras forem às estratégias tanto maior serão as oportunidades e possibilidades de construção do conhecimento.
A proposta educacional favorece os alunos na superação de dificuldades na construção do conhecimento de forma individual e coletiva, no reconhecimento de características de aprendizagens distintas e individuais, interação e participação nos espaços comuns de aprendizagem, que deve ser colaborativa e contribuir para a autonomia cognitiva dos alunos com altas habilidades, desafiando o compartilhar e beneficiar-se dos conhecimentos dos processos de aprendizagem coletivos.

Alcibere Valentim de Oliveira

quinta-feira, 26 de julho de 2012



A importância da leitura





A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.
A leitura não é uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. 
Através dos registros descobrimos e aprendemos culturas, histórias e hábitos diferentes, compreendemos a realidade, o sentido real das idéias, vivências e sonhos.
Pode-se considerar a leitura como uma das mais importantes tarefas que a escola tem que ensinar, mas é importante ressaltar que para isso o professor deve ter consciência da necessidade, além de praticar com eficiência o hábito da leitura.
Grande parte das escolas trabalha somente com textos literários e didáticos e  selecionam esses materiais de forma burocrática. Convém deixar claro que esse tipo de atitude não é de forma generalizada, pelo contrário, existem educadores que realmente desempenham seu papel de maneira responsável, desenvolvendo estratégias e diferentes formas de realizar uma leitura eficiente e prazerosa.
Segundo estudiosos, existem três objetivos distintos para compreender a importância do hábito de ler:
 ler por prazer; l
er para estudar e l
er para se informar. 
Através da leitura realizada com prazer, é possível desenvolver a imaginação, enriquecendo o vocabulário e envolvendo linguagens diferenciadas.
A leitura voltada para o estudo é a mais cobrada pelos professores desde o início do ensino fundamental, apesar de muitos não estarem preparados para desenvolver em seus alunos tal hábito.
A leitura dinâmica e descontraída é uma das melhores formas de adquirir informações. O ideal é que se aprenda a ler textos diversificados no dia a dia.



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Educação Especial Inclusiva


Política Nacional de Educação Especial na 
Perspectiva da Educação Inclusiva






O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, 
desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à idéia de eqüidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. 
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de confrontar as práticas discriminatórias e criar  alternativas para superá-las, a educação inclusiva assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na superação da lógica da exclusão. A partir dos  referenciais para a construção de sistemas educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas especificidades atendidas.


 MEC/SEESP

terça-feira, 24 de julho de 2012

Todo Dia é Dia do Professor!


"Há dois modos de escrever. Um é escrever com a ideia de não desagradar ou chocar ninguém (...) Outro é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver - cadeia, forca, exílio. "

Monteiro Lobato

A Evolução da Educação no Brasil


A Evolução da Educação no Brasil
Da estadualização à municipalização do Ensino
A estrutura e a organização da Educação escolar no Brasil

 

Creio que o Brasil possui profissionais competentes e capazes de realizar um excelente trabalho dentro da educação, trabalho inovador capaz de modificar a realidade desse país, necessitamos entrar com mais afinco neste mérito e realmente parar de apontar culpados, a hora é de mudança e transformação da sociedade! Nós fazemos parte dessa história de transformação, somos agentes transformadores, temos em nossas mãos o maior instrumento de mudança, a educação.
O Brasil alcançou consideráveis avanços na educação se comparado a vários países do mundo. A matricula e frequência escolar  no Ensino Fundamental aumentou como mostrado na tabela do MEC/ INEP/ SEEC nos últimos anos eliminando as desigualdades que antes existiam nas regiões brasileiras, mas ainda há muito a ser feito na educação, nas áreas da educação Infantil oferecido pelas prefeituras  e Ensino Médio que é prioridade do Estado.
Se faz necessário uma melhoria da qualidade do Ensino Brasileiro, apesar das muitas mudanças ocorridas em nosso estado e no país. O Saeb aponta índices críticos no nordeste do país, embora as desigualdades terem sido diminuídas.
O direito a educação deve proporcionar condições de permanência dos alunos na escola, uma aprendizagem de qualidade e conclusão da escolarização, sendo assim o Plano Nacional de Educação e as políticas educacionais desempenham um papel fundamental que levará o país a alcançar seus objetivos.
Os dirigentes municipais, estaduais e federais tem desempenhado sua função de forma a apoiar o crescimento dos índices de alunos matriculados em nossas escolas criando órgãos competentes para avaliar as instituições de ensino como os Conselhos Municipais de Educação, Conselhos Escolares e formação dos diretores de escolas, assim também como  as entidades mantenedoras, tem enviado verbas com fins em auxiliar o trabalho das escolas.
Os conteúdos são organizados em torno de três eixos transversais: a educação como agente propulsor do desenvolvimento local, regional e nacional; a qualidade social da educação e a gestão democrática como caminho condutor de novas práticas do poder público. São apresentados em três estratégias distintas: encontros presenciais de formação, estratégias de ensino a distância e ambiente para identificação, avaliação disseminação de experiências inovadoras em gestão educacional no nível municipal. Essas iniciativas são implementadas com algumas parcerias e demais parceiros do programa.

Por: Alcibere Valentim de Oliveira


SEQUÊNCIA DIDÁTICA – PLANEJAMENTO


SEQUÊNCIA DIDÁTICA – PLANEJAMENTO I 


EEEF Clube do Bosque
Professora:  Alcibere Valentim de Oliveira
Turma/ Turno:  2º ano A matutino
Área de conhecimento: Códigos e linguagens
PERÍODO: 6 de fevereiro a 10 de fevereiro
Número de dias: 5 dias
número de aulas: 10 AULAS

Livro
Uma história de Amor





1. Conteúdo:
*Leitura   e recontagem, roda de conversa

2. Descrições/ Objetivos:

                * desenvolver um tipo de imaginação e criatividade complexos e duradouros, diferentes daqueles advindos do cinema e da televisão, através da observação, interpretação, discussão e verbalização da sequência de gravuras de livros de imagens;
               * mostrar livremente seus sentimentos, a partir do envolvimento que a história proporciona;
               * emitir livremente suas opiniões e a respeitar opiniões diferentes das suas, através da participação ativa em situações de linguagem oral.
  
3. competência / habilidades:
*FORMAR CIDADÃOS CAPAZES DE RELACIONAR, ORGANIZAR E INTERPRETAR INFORMAÇÕES .
*REALIZAR ATIVIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS NAS MAIS VARIADAS LINGUAGENS VISANDO O AUTO-CONHECIMENTO.
*ORGANIZAR E INTERPRETAR INFORMAÇÕES.
*REALIZAR ATIVIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS.

4.  Estratégias e recursos da aula
            
       Motivação para a leitura


Diálogo sobre o conteúdo da letra:
             
Canto conjunto e/ou individual da música.      
Leitura do Livro:                                       
         Conversa informal com os alunos:                
          Por se tratar de uma história de imagens, a professora poderá apresentar o livro em data show, retroprojetor ou distribuir um volume para cada aluno.
         Os alunos irão interpretando as figuras que representam a sequência da história e emitindo suas opiniões. Durante esse processo, eles deixarão fluir suas emoções, por se tratar de uma história que retrata um fato rotineiro do cotidiano. Trata-se de um grande amor entre um lápis cor de rosa e um azul que não resiste “até à morte”. Desmancha-se ante o surgimento de um terceiro lápis, que despertou a paixão do azul e fez com que o cor de rosa abandonasse o lar.
           E o final? O final é surpreendente e suscita diferentes leituras possíveis para o drama vivido pelo casal durante a história, o que permitirá a reflexão e o confronto das ideias.  Os alunos se envolvem no enredo da história e, por isso, emitem livremente suas ideias, sem inibição. 
         Produção de texto compartilhada  e escrito
         Sentados em grupos de três, os alunos criarão, por escrito, o texto para a história que acabaram de ler, revezando-se: um descreve uma página e passa para o colega. E assim vão procedendo até o final do livro. Uma ilustração caprichada também deverá ser feita no trabalho.
         A professora corrigirá as produções e os alunos vão passá-las a limpo, compartilhando novamente o trabalho. Depois serão expostas no mural para que todos possam apreciá-las.    
Trabalhando a referência bibliográfica
        Os alunos farão uma leitura da capa do livro e anotarão em seus cadernos:
        Título do livro: História de amor
        Autora: Regina Coeli Rennó
        Editora:Lê

5 . Avaliação
      Durante todas as atividades, a professora incentivará a participação dos alunos, auxiliando-os e observando:
 ·        O interesse pela música.
 ·        A participação ativa da produção oral coletiva da história.
 ·        A emissão de opiniões, questionamentos, concordâncias ou discordâncias oportunas.
 ·        O envolvimento nos trabalhos de grupo de maneira cooperativa.
 ·        A produção eficiente de textos, considerando-se o nível de aprendizagem em que se encontram.
·        A participação nos trabalhos de maneira prazerosa.

Sequência Didática – Planejamento  II


EEEF Clube do Bosque
Professora:  Alcibere Valentim de Oliveira
Turma/ Turno:  2º ano A matutino
Área de conhecimento: Códigos e linguagens
PERÍODO:  5 de março a 9 de março
Número de dias: 5 dias
número de aulas: 10 AULAS


1. Conteúdo
Filmoteca: A bela e a fera
1º dia
Exibição do filme: “A Bela e a Fera”

2º dia
Pintura coletiva com guache


Reprodução gráfica da história
“A Bela e a Fera”

3º dia
Música do filme para ler, ouvir e cantar - “A Bela e a fera”


Sentimentos são fáceis de mudar
Mesmo entre quem não vê que alguém pode ser seu par
Basta um olhar que o outro não espera
Para assustar e até perturbar, mesmo a Bela e a Fera
Sentimento assim, sempre é uma surpresa
Quando ele vem nada o detém
É uma chama acesa
Sentimentos vem para nos trazer
Novas sensações, doces emoções
E um novo prazer
Numa estação como a primavera
Sentimentos são como uma canção para a Bela e a Fera
Sentimentos são como uma canção para a Bela e a Fera
Sentimento assim, sempre é uma surpresa
Quando ele vem nada o detém
É uma chama acesa
Numa estação como a primavera
Sentimentos são como uma canção para a Bela e a Fera


Atividades
1. Ler, ouvir e cantar
2. Roda de conversa sobre sentimentos
3. Acróstico com a palavra FELICIDADE

4º dia
Atividade: Acróstico com o nome Felicidade
Bela é uma jovem sonhadora que vive sonhando com a felicidade.
Quantas palavras você consegue formar coma palavra felicidade

F____________________________
E____________________________
L____________________________
I_____________________________
C_____________________________
I______________________________
D______________________________
A______________________________
D______________________________
E______________________________

5º dia
Informações sobre o filme:
“A Bela e a Fera”

Título original: (Beauty and the Beast)
Lançamento: 1991 (EUA)
Direção: Gary Trousdale, Kirk Wise
Atores: Paige O'Hara, Bobby Benson, Richard White, Jerry Orbach.
Duração: 84 min
Gênero: Animação
Status: Arquivado

Sinopse
Em uma pequena aldeia da França vive Belle, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelo moradores da localidade, e seu pai, Maurice, um inventor que é visto como um louco. Ela é cortejada por Gaston, que quer casar com ela. Mas apesar de todas as jovens do lugarejo o acharem um homem bonito, Belle não o suporta, pois vê nele uma pessoa primitiva e convencida. Quando o pai de Belle vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela. Quando Belle sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura. Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. A Fera concorda e todos os "moradores" do castelo, que lá vivem e também foram transformados em objetos falantes, sentem que esta pode ser a chance do feitiço ser quebrado. Mas isto só acontecerá se a Fera amar alguém e esta pessoa retribuir o seu amor, sendo que isto tem de ser rápido, pois quando a última pétala de uma rosa encantada cair o feitiço não poderá ser mais desfeito.


Sequência Didática – Planejamento III


EEEF Clube do Bosque
Professora:  Alcibere Valentim de Oliveira
Turma/ Turno:  2º ano A matutino
Área de conhecimento: Códigos e linguagens
PERÍODO: 4 de abrial
Número de dias: 1 dias
número de aulas: 2 AULAS

1. Conteúdo
Pinturas em tela
2. Atividades
Reprodução da pintura de Vincent Van Gogh – O quarto


3. A história de Van Gogh

A obra de Van Gogh (1853-1890), um dos maiores mestres da história da arte de todos os tempos, estabeleceu as bases da pintura do século XX. Mais ousado do que os impressionistas, o holandês chegou a
expressar seus sentimentos por meio de uma representação totalmente subjetiva da realidade. De difícil classificação, cronologicamente sua obra pode ser considerada pós-impressionista.
Além de trabalhar nas filiais de Londres e Haia da empresa de arte Goupil & Cia., Van Gogh também exerceu a profissão do pai, que era pastor laico na Bélgica e em algumas cidades da Inglaterra. Finalmente, em 1880, decidiu abandonar suas antigas profissões e dedicar-se à pintura, mudando-se para Paris. Lá, graças ao irmão Theo, que trabalhava como comerciante de arte, logo fez contatos importantes.
Ao conhecer a obra de Toulouse-Lautrec, Pissarro e os outros impressionistas, a produção de Van Gogh, até então sombria e melancólica (Os Comedores de Batatas) sofreu uma mudança radical. Interessou-se também pelas gravuras japonesas com suas cenas urbanas. O pintor holandês compreendeu então o objetivo de seus
quadros. Sua paleta de cores se ampliou para tonalidades estrepitosas que iam além da representação da natureza – ondulando na tela elas expressavam o estado do artista no momento de captá-las. Usava a cor
como meio de comunicação, algo que depois fauvistas e expressionistas levariam às últimas conseqüências.
Em 1888, Van Gogh se instalou em Arles, para poder observar de perto os matizes da natureza. Um ano depois, Gauguin viria juntar-se a ele, e Theo é que iria ajudá-los a sobreviver. Mas o temperamento de ambos
tornou a convivência muito difícil, e Gauguin resolveu ir embora. O holandês chegou a decepar um pedaço da própria orelha e o deu de presente a uma prostituta amiga de ambos.
São dessa época seus famosos quadros de interiores, embora se deva dizer que Van Gogh nunca deixou de lado a temática do trabalho no campo, um das razões de sua admiração por Millet. Não se passou muito
tempo, e o pintor sofreu um colapso nervoso e teve de ser internado num hospital para doentes nervosos em Saint-Remy. Apesar disso, continuou trabalhando, tendo pintado cerca de 200 quadros em dezenove meses. Paradoxalmente, foi a época em que criou suas obras mais admiráveis e geniais: Os Girassóis e Os Lírios, para citar algumas. Ao deixar o hospital, o pintor soube que sua pintura estava sendo avaliada em Paris. Um ano
depois se suicidou. Atualmente, suas obras alcançam cifras astronômicas no mercado de arte.





4. Outras obras de Vincent Van Gogh
 
 


Sequência Didática – Planejamento IV


EEEF Clube do Bosque
Professora:  Alcibere Valentim de Oliveira
Turma/ Turno:  2º ano A matutino
Área de conhecimento: Códigos e linguagens
PERÍODO: 23 de abril a 27 de abril de 2012
Número de dias: 5 dias
número de aulas: 10 AULAS

 

1. Conteúdo:
*Leitura na alfabetização inicial

2. Descrições/ Objetivos:
  • Refletir sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita.
  • Acionar estratégias de leitura que permitam descobrir o que está escrito e onde (seleção, antecipação e verificação).
  • Estabelecer correspondência entre a pauta sonora e a escrita do texto.
  • Usar o conhecimento sobre o valor sonoro da letras (quando já sabido) ou trabalhar em parceria com quem faz uso do valor sonoro convencional (quando ainda não sabido).

3. competência / habilidades:
*FORMAR CIDADÃOS CAPAZES DE RELACIONAR, ORGANIZAR E INTERPRETAR INFORMAÇÕES .
*REALIZAR ATIVIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS NAS MAIS VARIADAS LINGUAGENS VISANDO O AUTO-CONHECIMENTO.
*ORGANIZAR E INTERPRETAR INFORMAÇÕES.
*COMPREENDER AS DIFERENÇAS EXISTENTES ENtre a grafia das palavras e organização das frases..
*TER CONHECIMENTOS SOBRE  a órdem das músicas e a grafia das palavras.
*REALIZAR ATIVIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS.

4. Desenvolvimento / fases:
*1ª etapa - Selecionar canções já apresentadas e distribua uma cópia para cada criança.
*2ª etapa - Informar onde se inicie o texto e propor que todos leiam juntos, acompanhando o que está escrito com o dedo enquanto cantam ou recitam. O desafio será ajustar o falado ao escrito.
*3ªetapa - Peça que procurem algumas palavras e socializem com o grupo as pistas usadas para encontrá-las. Faça com que justifiquem as escolhas e expliquem o procedimento para descobrir o que estava escrito. Nessas atividades são utilizados canções que já se sabe de cor para antecipar o que está escrito e letras e partes de palavras conhecidas para verificar escolhas.                                   
*4ªetapa - Uma variação da atividade é entregar as poesias recortadas em versos ou em palavras e pedir que sejam ordenadas, utilizando pistas gráficas (letras iniciais, finais etc.).
*5ª etapa - atividades de completar as canções com palavras soltas, utilizando pistas gráficas. Completar a música com todas as palavras soltas para serem ordenadas.

6. Tempo Estimado:
*Duas aulas diárias com tempo estimado de 55 minutos.

7.  Materiais utilizados:
*músicas apresentadas no decorrer do ano.

8.  AVALIAÇÃO:
*ATRAVÉS DE OBSERVAÇÃO DIRETA, PARTICIPAÇÃO E INTERESSE NAS ATIVIDADES PROPOSTAS.
*CRIATIVIDADE  E EXECUÇÃO dAS  atividades.

8. BIBLIOGRAFIA:
*registro das atividaes diárias.
*Músicas apresentadas no decorrer do ano.
*Livro didático.

Sequência Didática – Planejamento V


EEEF Clube do Bosque
Professora:  Alcibere Valentim de Oliveira
Turma/ Turno:  2º ano A matutino
Área de conhecimento: Códigos e linguagens
PERÍODO: 7 de maio a 11 de maio de 2012
Número de dias: 5 dias
número de aulas: 10 AULAS


1. Conteúdo:
*Lista de Brinquedos e brincadeiras.

2. Descrições/ Objetivos:
*Refletir sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita.
*Acionar estratégias de leitura que permitam descobrir o que está escrito e onde (seleção, antecipação e verificação).
*Estabelecer correspondência entre a pauta sonora e a escrita das palavras.
*Usar o conhecimento sobre o valor sonoro da letras (quando já sabido) ou trabalhar em parceria com quem faz uso do valor sonoro convencional (quando ainda não sabido).

3. competência / habilidades:
*FORMAR CIDADÃOS CAPAZES DE RELACIONAR, ORGANIZAR E INTERPRETAR INFORMAÇÕES .
*REALIZAR ATIVIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS NAS MAIS VARIADAS LINGUAGENS VISANDO O AUTO-CONHECIMENTO.
*ORGANIZAR E INTERPRETAR INFORMAÇÕES.
*COMPREENDER AS DIFERENÇAS EXISTENTES ENtre a grafia das palavras e organização das frases..
*TER CONHECIMENTOS SOBRE   a grafia das palavras.
*REALIZAR ATIVIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS.

4. Desenvolvimento / fases:
*Selecionar brinquedos e brincadeiras  já conhecidos e distribua uma cópia com a lista para cada criança.
*Informar onde se inicie a lista e propor que todos leiam juntos, acompanhando o que está escrito com o dedo enquanto lêem. O desafio será ajustar o falado ao escrito.
*Peça que procurem algumas palavras e socializem com o grupo as pistas usadas para encontrá-las. Faça com que justifiquem as escolhas e expliquem o procedimento para descobrir o que estava escrito. Nessas atividades são utilizados palavras  que já se sabe de cor para antecipar o que está escrito e letras e partes de palavras conhecidas para verificar escolhas.                                   
*Uma variação da atividade é entregar a lista  recortadas em versos ou em palavras e pedir que sejam ordenadas, utilizando pistas gráficas (letras iniciais, finais etc.).

5. Tempo Estimado:
*Duas aulas diárias com tempo estimado de 55 minutos.

6.  Materiais utilizados:
*Listas de brinquedos e brincadeiras sugeridas pelas crianças.

7.  AVALIAÇÃO:
*ATRAVÉS DE OBSERVAÇÃO DIRETA, PARTICIPAÇÃO E INTERESSE NAS ATIVIDADES PROPOSTAS.
*Registrto das atividades diárias.

8. BIBLIOGRAFIA:
*Lista de atividades apresentadas pelas crianças.
*Livro didático.


Sequência Didática – Planejamento VI


EEEF Clube do Bosque
Professora:  Alcibere Valentim de Oliveira
Turma/ Turno:  2º ano A matutino
Área de conhecimento: Códigos e linguagens
PERÍODO: 4 de junho a 6 de junho
Número de dias: 3 dias
número de aulas: 3 AULAS
1. Conteúdo:
. Importancia dos limites
2. Descrições/ Objetivos:
. Estipular limites para um filho, com bom senso, é prepará-los para conviver com o mundo, e com as frustrações que fazem parte da realidade da vida.                                                                                                                                                    . .  . As frustrações quando ocorrem de forma não intensa e nem excessiva, promovem um exercício para o "EU", que permite o desenvolvimento da criatividade, integração e etc. É necessário que os limites impostos pelos pais possam ser explicados para os filhos.                                                                       .  .   . Educar sem apresentar razões apenas insistindo, "porque sim", "porque a mãe mandou" não é uma boa maneira de auxiliá-los a lidar com a frustração.                                                                                                                                              . É importante ter uma afinidade entre as orientações dadas pelo pai e pela mãe.                                                                                                                                                                . É muito ruim para os filhos quando recebem dos pais orientações muito diferentes e contraditórias.                                                                                                         . Educar sempre envolve erros e acertos.                                                                             . Não há uma receita infalível para transformar os filhos em pessoas felizes e bem sucedidas.                                                                                                                    . É errado exigir, que os filhos sigam a risca as orientações dos pais, assim como é errado não dar nenhuma orientação.                                                                    . A pior coisa que pode ocorrer com uma criança é ser deixada à própria sorte.                                                                                                                                                            . Nenhuma pessoa é capaz de educar a si mesma e preparar-se sozinha para os desafios da vida adulta.                                                                                                               . O diálogo e o interesse pela criança é sempre um bom aliado.                                                 . Não adianta impor limites sem conversar e demonstrar afeto pela criança.                                                                                                                                                       . É importante para uma resposta satisfatória da criança aos limites impostos, que haja uma boa qualidade de relação.
3. competência / habilidades:
. reconhecer a importancia dos limites para a vida diária da criança, tanto na escola, quanto na sociedade e na família.                                                                      . reconhecer e identificar atitudes que valorizem a importancia dos limites
4. Desenvolvimento / fases:
. conversa dirigida / roda de conversa                                                                                    . texto informativo                                                                                                                                     . confecção de cartaz                                                                                                                         . desenhos livre                                                                                                                                      . pesquisa entre os familiares como era antigamente e como deveria ser hoje                                                                                                                                                                      . recorte e colagens de gravuras que representem as importancia de ser ter limites.
 5. atividades previstas / dias :
. texto informativo:


CRIANÇA PRECISA DE LIMITES QUE A PROTEJAM.

DAR LIMITES É...
-Ensinar que os direitos são iguais para todos.
-Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.
-Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.
-Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário.
-Só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta.
-Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.
-Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).
-Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).
-Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).
-Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.
-Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.
-Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.
-Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente:
Dar exemplo!
Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.

DAR LIMITES NÃO É...
-Bater nos filhos para que eles se comportem.
-Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.
-Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.
-Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.
-Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte".
-Gritar com as crianças para ser atendido.
-Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.
-Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.
-Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança.
-Toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais.
-O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.
-Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum.

Texto extraído livro Limites Sem Trauma (Construindo Cidadãos), de Tânia Zagury.

6. Materiais utilizados:

texto para pesquisa:
Texto extraído livro Limites Sem Trauma (Construindo Cidadãos), de Tânia Zagury.
Papéis variados.
Colagem ,Lápis ,Algodão

7. AVALIAÇÃO:

. participação de todos na leitura
. Conseguiram se expressar através do desenho e outras atividades

8. BIBLIOGRAFIA:

. pesquisa na internet

Sequência Didática – Planejamento Vii


EEEF Clube do Bosque
Professora:  Alcibere Valentim de Oliveira
Turma/ Turno:  2º ano A matutino
área de conhecimento: ciências da natureza
período: 2 de julho a 6 de julho
Número de dias: 5  dias
NÚMERO DE AULAS: 5 AULAS
1. Conteúdo:
. Água - Natureza e sociedade
2. Descrições/ Objetivos:
. Estabelecer algumas relação entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem,valorizando a sua importância para a preservação das espécie e para a qualidade da vida humana.
3. Competências/ Habilidades:
. Fenômeno da natureza (estabelecimento de relações entre os fenômenos da natureza de diferentes regiões (chuvas)e as formas de vida dos grupos sociais que ali vivem.
4. Desenvolvimento / fases:
. Levantamento de hipótese.
1. Você tem medo de chuva?
2. Vamos fazer o barulho da chuva?
Para ouvir o barulho da chuva bater dois dedos na palma da mão bem rápida.
3. Você tem medo de trovão?
Vamos imitar o trovão?
4. O que podemos fazer para nos proteger da chuva?
5. Quem já foi passear num dia de chuva?
6. Brincar de chuvinha com a mangueira.
7. Você gosta de chuva ou sol?
8. Você pode viver sem água?
9. Onde você utiliza água?
10. Quem mais precisa de água?
11. Listar os prejuízos das chuvas.
12. Listar os benefícios da chuva.
Comentar com se forma a chuva contando uma história muito interessante.
5. Atividades Previstas/ dias:
A GOTINHA INTELIGENTE:
EM UM LAGO VIVIAM MUITA GOTINHAS DE ÁGUA.
NUM CERTO DIA O SOL ESTAVA MUITO QUENTE ELAS RESOLVERAM SAIR PARA PASSEAR.
(EVAPORAÇÃO DA ÁGUA).E VOARAM PELO AR SUBIRAM... SUBIRAM....
FAZER UM LAGO BEM BONITO.

UMA DELAS DISSE:
FICAR JUNTAS PARA NÃO NOS PERDERMOS E TODAS CONCORDARAM DANDO AS MÃOS.
(FORMAÇÃO DAS NUVENS).

ERAM MUITAS GOTINHAS JUNTAS GIRANDO GIRANDO...(MOVIMENTAÇÃO DAS NUVENS)
ELAS CAMINHAVAM E ENCONTRAVAM MAIS GOTINHAS DE ÁGUA.
VAMOS DESENHAR MUITAS NUVENS.
DE REPENTE, UMA DELAS DISSE:
JÁ ESTÁ FICANDO TARDE!
VAMOS VOLTAR PARA O LAGO?
E TODAS DESCERAM JUNTAS EM FORMA DE CHUVA (FORMAÇÃO DE CHUVA)
DESENHE AS GOTINHAS CAINDO NOVAMENTE NO LAGO.
CANTAR A MÚSICA


Patinho na chuva. (ciranda cirandinha)
Cai a chuva plec,plec...
Cai a chuva de mansinho
E o patinho amarelinho
O seu banho vai tomar
Esfrega aqui ,esfrega ali.
E o patinho não se cansa.
De na chuva se lavar.
Quá,qua,qua.. Quá,quá,quá,quá.

(FAZ DE CONTA)
Pedir para as crianças peguem uma folha de sulfite e fazer de conta que estão tomando banho, esfregando todas as partes do corpo (música do chuveiro)
Chuveiro, Chuveiro
Não faz assim comigo
Chuveiro, Chuveiro,
Não molhe seu amigo.
Se eu fosse o Totó
Não precisava me secar
Era só me chacoalhar.(fazer igual cachorrinho)balançar o corpo.

EXPERIÊNCIA MOSTRAR A VAPORIZAÇÃO DA ÁGUA.
1-Uma chaleira aquecida ,mostrar o vapor que sai da água quando ela começa a ferver.
Levantar a tampa da chaleira e mostrar as gotinhas de água que ficam nela é como se fosse a chuva.
2-Um saquinho plástico com água fechado exposto ao sol (o saquinho facará embaçado isto comprova a evaporação da água).
3-Macarrão dançarino.
Uma vasilha transparente colocar bicarbonato de sódio e vinagre(oxigênio se desprenderá e irá se juntar o macarrão cru, fazendo que este se movimenta.

6. Materiais:utilizados:

Livros para pesquisa:
A gotinha inteligente.
Fita de vídeo(chuá chuaágua.
Papéis variados.
Colagem ,Lápis ,Algodão

7. AVALIAÇÃO:

. Houve participação de todos na experiência? Conseguiram se expressar através do desenho?

8. BIBLIOGRAFIA:

. chuá,chuaágua: www. tvcultura.com.br
Coleção carrossel pré-escola.Terceiro estágio
Autora Erdna Perugine Nahum.